ORIGEM

De volta ao Recife, após concluir seus estudos de Cinema na University Of Califórnia Santa Bárbara (EUA), um dos primeiros trabalhos da cineasta e produtora cultural Mariana Fortes foi registrar em vídeo o making of da gravação do CD Coco do Amaro Branco (ver em o CD).

Durante este trabalho, Mariana teve seu primeiro contato com o universo do coco no Amaro Branco. A simpatia e o talento dos mestres Ferrugem, Ana Lúcia e Dédo conquistaram a cineasta e sua equipe. Surgiu então a idéia de produzir um filme sobre esta tradição musical.

Para entender como o coco fazia parte da vida no bairro, Mariana foi ao Amaro Branco diversas vezes. Visitou a casa de Ana Lúcia, o barco de Dédo, a marcenaria onde Ferrugem trabalhava. Conheceu Montinha, Dona Glorinha, Pombo Roxo, Lu do Pnêu, Beth de Oxum e outros mestres.

Toda essa gente abria as portas de casa sem cerimônia. Onde chegava, Mariana e equipe eram muito bem recebidas. Pouco a pouco, o povo do Amaro Branco foi contando sua história. Falava de religião, de pesca, de festa, da infância, de cachaça, dos antepassados, de cultura. E, principalmente, do que é que tudo isso tinha a ver com o coco.

Foi conversando com os mestres que Mariana descobriu o Acorda Povo, a Procissão dos Pescadores, o Coco do Pnêu. A cada entrevista na comunidade surgiam novas histórias, novos personagens. Os desdobramentos pareciam não ter fim. Essa enorme riqueza musical precisava ser documentada.

O Coco, A Roda, O Pnêu e o Farol perpetua o talento, a música e as vozes dos mestres que hoje mantém viva a tradição de seus antepassados, coquistas de quem não há registros fonográficos ou audiovisuais. Além de um documentário sobre o coco no Amaro Branco, o filme é um legado importantíssimo desta autêntica manifestação cultural para as futuras gerações.

 

 

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