O AMARO BRANCO
Nos arredores do sítio histórico de Olinda, numa das encostas da Cidade Alta, próximo ao mar, fica o bairro do Amaro Branco. Lugar de moradas simples, onde grande parte das famílias tira da pesca seu sustento. Em seus becos, ruas e quintais, o coco reina há mais de um século. Assim como o farol, erguido em meio às casas do bairro, o coco faz parte da vida das pessoas.
No Amaro Branco, o coco é tradição que passa de pai pra filho. Quem nasce no lugar cresce no meio da roda. Aprende a batida e os primeiros versos ainda dentro de casa. Foi assim com Mestre Dédo, Ana Lúcia, Ferrugem, Dona Glorinha, Montinha, Pombo Roxo e Lú do Pnêu e Beth de Oxum, personagens de O Coco, A Roda, o Pnêu e o Farol.
O bairro é o palco principal do filme que mostra toda a riqueza deste autêntico ritmo nordestino. Foi lá onde cresceram Maria Belém, Dona Jovelina, Severino Nunes, Zé Aruá e Dona Neuza. Mestres de outras gerações que permanecem vivos na memória de seus discípulos. Gente que hoje cultiva a tradição do coco de roda, cantando versos de outrora e criando também os seus próprios.
No Amaro Branco, o coco não é folclore. É cultura viva.
